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    CARLOS PINHÃO (Rua)   detalhes detalhes detalhes detalhes Imprimir ampliar mapa detalhes detalhes

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   CARLOS PINHÃO (Rua)  

Quem foi ? / O que aconteceu ?
  • CARLOS PINHÃO
    Jornalista e Escritor
    (04-05-1924) - (07-01-1993)

    Carlos Alberto da Silva Pinhão, nasceu na Freguesia do Beato, em Lisboa, e faleceu no Hospital Egas Moniz. Vindo do extinto Mundo Desportivo, onde era Chefe de Redacção, ingressou em A Bola a 01 de Setembro de 1955 e não mais deixou de pertencer aos quadros redactoriais do jornal, tendo sido Sub-Chefe nos anos da chefia liderada por Vitor Santos, até que optou por reformar-se. Dedicou-se, então, à sua outra paixão: escritor de livros infantis. Carlos Pinhão colaborou ainda em diversas acções promovidas pelo Departamento de Educação da Câmara Municipal de Lisboa. Carlos Pinhão foi, durante os cerca de 40 anos em que escreveu para A Bola, um grande repórter, como ficou provado em inúmeros textos publicados neste jornal, do qual foi enviado especial a quase todos os grandes acontecimentos mundiais. A sua figura , bonacheirona e sempre sorridente, ajudou imensas gerações de jornalistas que passaram por A Bola, fosse a ambientar-se a esta casa, fosse nos múltiplos pormenores de que a profissão é feita. Carlos Pinhão, mesmo reformado, era considerado uma espécie de professor dos mais novos, sempre pronto a ajudar, sempre pronto a corrigir. Foram-lhe atribuídos o grau de Comendador da Ordem do Mérito, a Medalha de Mérito Desportivo do Ministério da Educação e a Medalha de Ouro do Concelho de Oeiras.
    Obras principais: Os Magriços, (1966); O Meu Bombeiro, (1968); Entrevistas sem Entrevistado, (1968); Londres sem Tamisa, (1969); Futebol de A a Z, (1976); Bichos de Abril, (1977); Uma Gaivota com Óculos, (1979); O Lançamento do Díscolo; Realidade e Alienação em Desporto, (1980); O Professor do Pijama Azul, (1981); Era Uma Vez Um Coelho Francês, (1981); A Onda Grande e Boa, (1982); O Coelho Atleta e a Sua Escola de Desporto, (1983); O Senhor-Que-Não-Sabia-Contar-Histórias, (1984); Vovô Bicho, (1984); Sete Pecados, (1984); Lua Não, Muito Obrigado, (1986); Sete Setas, (1987); Certo Dia no Deserto, (1988); Fantasia Lisboeta. Como prova do Poeta que foi Carlos Pinhão, aqui fica o poema A Guerra: Num ano qualquer/houve uma batalha qualquer/numa terra qualquer/entre um rei qualquer e outro rei qualquer/No fim, um anjo qualquer desceu no campo de batalha, pegou nos cadáveres do rei qualquer e do rei qualquer e perguntou para um deus qualquer: Qual quer?

    O nome de Carlos Pinhão faz parte da Toponímia de: Amadora; Beja; Benavente (Freguesia de Samora Correia); Évora; Lisboa (Freguesia de Marvila, Edital de 12-04-1995); Seixal (Freguesia de Corroios); Setúbal (*Azeitão); Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Queluz); Vila Franca de Xira (Freguesia de Vialonga).

    Fonte: “Dicionário Cronológico de Autores Portugueses”, (Volume V, Organizado pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Coordenação de Ilídio Rocha, Edição de Julho de 2000, Publicado por Publicações Europa América, Pág, 356 e 357) Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 420).

    Por: Manuel Lopes
    https://ruascomhistoria.wordpress.com/