TAGS SETÚBAL
- FOTOS SETÚBAL
- ICONES SETÚBAL
- MAPAS SETÚBAL
- ONTEM
Roteiro de Setúbal
- Roteiro de Setúbal
Inicio
Pesquisas
Bairros
Downloads
Mapas
DRE
Notícias
Eventos
Emprego
©
O que procura em
Setúbal:
     poderá indicar até 3 palavras separadas por espaços
ALFREDO KEIL (Rua)
Copyright © 2012 - Roteiro de Setúbal - www.roteiro.jmobp.com
ALFREDO KEIL (Rua)
Clique para ver o próximo...
Quem foi ? / O que aconteceu ?
ALFREDO KEIL
Músico, Poeta, Pintor
(03-07-1850) - (04-10-1907)
Alfredo Cristiano Keil. Nasceu em Lisboa em 1850 e faleceu em Hamburgo (Alemanha) em 1907, filho de pais alemães optou pela nacionalidade Portuguesa. Músico, Poeta, Pintor e Arqueólogo, mas notabilizando-se sobretudo como Músico. Desde muito novo que Alfredo Keil mostrou um talento invulgar para a música, tendo, aos 12 anos, escrito a sua primeira peça musical com o título Pensé Musicale, que dedicou à mãe. Estudou no Colégio de Santo António e, em 1858, já tinha lições de música com António Soller. Em 1860, com apenas 10 anos, frequentava o colégio Britânico na Rua Vale de Pereiro, em Lisboa. Teve lições de piano com o famoso pianista húngaro Oscar de La Cinna. Em 1869 viajou com o pai pela Europa, passando por Madrid, Paris, Genebra, Zurique, visitando museus e monumentos e acabando por ficar em Nuremberga, para frequentar a Academia Real de Belas Artes. A Guerra franco-prussiana, em 1870, força-o a regressar a Portugal, onde frequenta então aulas de pintura com Miguel Luppi. Teve ainda como professores de música, António Soares e Ernesto Vieira, e aulas de desenho com o professor Joaquim Prieto, da Academia Real de Belas Artes. Em 1878 Keil concorreu à exposição de Paris com a tela Melancolia, que lhe valeu uma Menção Honrosa, e em 1879, recebeu a Medalha de Ouro na Exposição no Rio de Janeiro. Expôs também em Madrid com grande sucesso. Em 1874 já Alfredo Keil recebera duas medalhas por trabalhos de pintura expostos na Sociedade Promotora de Belas Artes, a que se somaram nos anos seguintes mais prémios, nomeadamente com as telas com os temas Sesta e Meditação. Este quadro viria a ser adquirido pelo Rei D. Luís. Em 1883 sobe ao palco, no Teatro Trindade, a sua ópera cómica em um acto, Susana, escrita em em italiano, e em 1884 escreve a cantata Pátria, seguindo-se, em 1885, o poema sinfónico Uma Caçada na Corte e, em 1886, As Orientais. Inspirada no poema de Almeida Garrett, em Março de 1888, estreia-se a ópera em quatro actos, Dona Branca, dedicada ao rei D. Luís. Teve trinta representações de enorme sucesso e direito a reposição no ano seguinte. Esta ópera, também em italiano, foi igualmente aplaudida do outro lado do Atlântico, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro. Os quadros de Keil foram expostas em mais de uma dezena de Exposições da Sociedade Promotora de Belas-Artes e é impossível enumerar todos os prémios que recebeu. Entretanto, na então chamada África Portuguesa, em finais do século XIX, havia graves conflitos com a Grã-Bretanha e o caso do Mapa cor-de-rosa que correspondia à perca de uma larga fatia do território português no continente africano, entre Angola e Moçambique, veio a desembocar, em 1890, no chamado Ultimato inglês. É então que Alfredo Keil, animado de sentimentos patrióticos, compõe a marcha A Portuguesa ao som da qual, no ano seguinte, os revoltosos de 31 de Janeiro proclamaram a República no Porto. Porém foi preciso aguardar mais uns anos para que o ciclo do regime monárquico desse lugar à República, a 5 de Outubro de 1910. Até esse dia, A Portuguesa esteve proibida de ser tocada em público. Depois, em 1911 é adoptada pela nova Constituição como Hino Nacional da República Portuguesa. Alfredo Keil, que viajava muito e passava temporadas em Itália, a pátria da ópera, conseguia dividir o seu tempo entre a pintura e a composição musical. Em 1893, foi cantada, em Turim a sua ópera Irene, baseada na lenda de Santa Iria. O sucesso foi enorme e o rei Humberto de Itália condecorou o compositor. Esta ópera foi, três anos mais tarde, levada à cena no Real Teatro de São Carlos de Lisboa. Como pintor, Alfredo Keil deixou mais de 2000 obras, entre telas e desenhos, Como conhecedor de arte foi um grande coleccionador. Adquiriu telas de pintores como Lucca Giordano e diz-se que talvez possuísse um Brueghel. A sua colecção de instrumentos musicais antigos (cerca de 500) encontra-se no Museu da Música, em Lisboa. Este autor, multifacetado legou-nos também obras escritas, contos e romances dos seus verdes anos e estudos como Breve História dos Instrumentos de Música Antigos e Modernos (1904), Colecções e Museus de Arte em Lisboa (1905), Breve Notícia da Colecção Keil de 1905 e um livro editado postumamente, Tojos e Rosmaninhos. Alfredo Keil foi o compositor de A Portuguesa que viria a ser o Hino Nacional, com poema de Henrique Lopes de Mendonça . Da sua produção dramática, deve destacar-se , ainda, a ópera Dona Branca sobre libreto extraído do poema de Almeida Garrett, Irene e Serrana. O seu nome faz parte da Toponímia de: Alcanena; Alcobaça (Freguesia de Pataias); Almada (Cidade de Almada e Freguesia da Charneca de Caparica); Amadora; Barreiro (Freguesia do Alto do Seixalinho); Benavente (Fregiuesia de Samora Correia); Cascais (Freguesia da Parede); Ferreira do Zêzere (Freguesias de Águas Belas e Ferreira do Zêzere); Lagoa; Leiria; Loures (Freguesia de Santo António dos Cavaleiros); Montijo; Odivelas (Freguesisas de Odivelas e Ramada); Oeiras (Freguesias de Linda-a-Velha e Oeiras); Olhão; Portimão; Porto; Seixal (Freguesia de Aldeia de Paio Pires); Sesimbra; Setúbal; Sintra (Freguesias de Colares e Monte Abraão); Vila Franca de Xira; Vila Nova de Gaia. Fonte: Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (Volume 14, Pág. 439 e 440). Fonte: Canal de Biografias do Portal O Leme
Por: Manuel Lopes
https://ruascomhistoria.wordpress.com/