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    ABEL MANTA (Rua)   detalhes detalhes detalhes detalhes Imprimir ampliar mapa detalhes detalhes

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   ABEL MANTA (Rua)  

Quem foi ? / O que aconteceu ?
  • ABEL MANTA
    Pintor e Professor
    (12-10-1888) - (10-08-1982)

    Abel Abrantes Manta, nasceu em Gouveia e faleceu em Lisboa. Foi casado com a Pintora Maria Clementina Vilas-Boas Carneiro de Moura (1898-1992) e era pai do Pintor João Abel Carneiro de Moura Abrantes Manta. Desde muito jovem que Manta evidenciou um talento natural para a pintura. Apoiado pela Condessa de Vinhó e Almedina, também ela artista e Senhora muito culta, mudou-se para Lisboa em 1904, com o intuito de cursar na Escola de Belas-Artes, que frequentou com distinção, entre 1908 e 1915, tendo sido discípulo do naturalista Carlos Reis. Formado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, permaneceu vários anos em Paris (1919-1926) e viajou pela Europa, demorando-se longo tempo em Itália. Regressado a Portugal, tornou-se Professor de Desenho na Escola de Artes Decorativas António Arroio e, posteriormente começou também a leccionar, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Tem lugar de relevo entre os Pintores da primeira geração do modernismo português, com obra que se define entre a natureza-morta cezanneana e a paisagem urbana impressionista e que na maturidade se enriqueceu com notáveis retratos. Sólido na sua visão de pintor independente e sem compromissos estéticos, manteve-se à margem de vanguardismos, ensinando até 1958 na Escola de Artes Decorativas de António Arroio. Individualmente mostrou-se apenas em duas ocasiões: em 1925, no Salão Bobone, e em 1965, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Obteve o Prémio Silva Porto em 1942, a 1ª Medalha em Pintura na Escola de Belas-Artes em 1949 e o 1º Prémio de Pintura na Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian em 1957. Está representado no Museu Nacional de Arte Moderna. Pintou os retratos de Aquilino Ribeiro, Paiva Couceiro, Bento de Jesus Caraça, entre outros, quadros que se caracterizam pela densidade expressiva. Noutro género, as suas paisagens notáveis pela frescura da cor e pela impressão de realidade. O seu estilo é sóbrio e incisivo, utilizando um colorido vigoroso. Foi condecorado, pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes, com a Comenda da Ordem de Sant’Iago da Espada. O seu nome faz parte da Toponímia de: Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Cascais (Freguesia de São Domingos de Rana), Gouveia, Lisboa (Freguesia de Benfica, Edital de 16-11-1982), Loures (Freguesias de Fanhões, Loures e Santo António dos Cavaleiros), Moita (Freguesia de Alhos Vedros), Odivelas (Freguesias de Famões, Odivelas e Ramada), Oeiras, Seixal (Freguesia de Corroios), Setúbal (Azeitão), Sintra (Freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro), Vila Franca de Xira (Freguesias de Alverca do Ribatejo e Póvoa de Santa Iria). Fonte: “O Grande Livro dos Portugueses”, (Círculo de Leitores, 1990, Pág. 328) Fonte: “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” Fonte: “Quem É Quem, Portugueses Célebres”, (Círculo de Leitores, Coordenação de Leonel de Oliveira, Edição de 2008, Pág. 332 e 333)

    Por: Manuel Lopes
    https://ruascomhistoria.wordpress.com/