A Fonte do Centenário ou Fonte Luminosa, como também é conhecida foi inaugurada em 1960 e
pretendia ser um autêntico padrão a atestar o primeiro centenário da cidade, que nesse ano se
celebrava.
A intenção do município, ou seja, do seu presidente, o major Magalhães Mexia era de assinalar o
centenário num acontecimento, erigir uma fonte luminosa monumental da qual faria parte um trabalho
escultórico assinado por António Paiva. Chegou-se a fazer uma maqueta deste trabalho que seria em
Bronze, medindo cerca de quatro metros, representando um pescador, com as suas redes e um peixe
nas mãos postas, em sinal de agradecimento. Por outro lado, Álvaro Carvalho Pinto (1922-2002), então
funcionário do Banco Nacional Ultramarino, em Lisboa, propusera a construção de um monumento
para assinalar o primeiro Centenário da cidade. A realização da obra sonhara-a em África quando, meia
dúzia de anos antes, ali permanecera. Dadas as dificuldades financeiras com que o município se
defrontava para arrostar com uma tão elevada despesa, uniram-se as ideias, o monumento proposto foi
ganhando forma de fonte, como queria o presidente da edilidade e a subscrição abriu-se, por um ano,
após o verão de 1959, apadrinhada pelo ?O Setubalense?, o mais antigo título da imprensa local.
A inauguração teve lugar a 25 de julho, dia de abertura da Feira de Sant?Iago, estando presente na cidade
o Presidente da República almirante Américo Thomaz (1894-1987). A fonte então inaugurada reduzia-se
aos dois lagos concêntricos. No lado exterior da fonte figuram-se os treze brasões, esculpidos em
mármore dos concelhos do Distrito de Setúbal.
O grupo alegórico que atualmente se observa no centro da fonte foi colocado em 12 de junho de 1971,
representada cada uma das três estátuas o Mar, a Terra e a Poesia. É uma obra do escultor portuense
Arlindo Rocha.
In Chafarizes e Fontes de Setúbal - Aguas do Sado