CHAFARIZ DOS PASMADOS
(FONTANÁRIO EM VILA NOGUEIRA DE AZEITÃO)
Trata-se de uma obra característica do barroco final, do século XVIII, com influência das obras de Carlos Mardel, em Lisboa, é composto por uma estrutura tripartida, definida verticalmente por duas pilastras estriadas centrais e duas laterais, é rematado com recurso a um frontão interrompido com volutas, num jogo de formas contracurvas animado pela alternância de quatro fogaréus no remate das pilastras. Sob o tanque em mármore rosa e delineado em forma convexa, é esculpida uma moldura de linhas retas e côncavas que enquadra uma jarra de flores, criando-se assim um diálogo de formas tipicamente barroco. É ainda de destacar, ao centro, o escudo de armas de D. José. É pela sua dimensão e elementos decorativos o mais nobre dos chafarizes mandados construir pelo juiz de Fora Agostinho Machado de Faria. Encontra-se desde 29 de setembro de 1977, classificado como Imóvel de Interesse Municipal (IIM).
José Manuel Rodrigues Samoes
Segundo a tradição, a fonte ficou a ser conhecida por este nome, derivado ao pasmo, à admiração, que a sua contemplação causava. Na verdade é admirável, ao ponto de ser considerada o ex-libris de Vila Nogueira de Azeitão, fazendo-lhe guarda de honra - nessa qualidade - a fachada central das caves de José Maria da Fonseca.
Na opinião de alguns historiadores de Azeitão, o chafariz dos Pasmados foi um dos principais empreendimentos mandados realizar por Agostinho Machado de Faria, ?cujas ideias sobre urbanismo, bastante avançadas para a época? permitiram grande desenvolvimento nessa área em toda a região de Azeitão, a partir dos finais do século XVIII. Neste sentido, no início do seu primeiro mandato, em 1768, começou por mandar transferir, do pátio da Quinta da Nogueira, a fonte que até então lá existia, a qual por defeito de construção e por falta de cuidados, atribuídos ao seu proprietário, tinha a água estagnada e, ?cujo consumo provocava com frequência doenças.
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