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Rio Sado Docas
  
Doca de Recreio do Clube Naval


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  • Os primeiros projectos

    O primeiro projeto de obras no porto de Setúbal data de 1793. Tratava-se de uma doca ou caldeira, projetada pelo coronel Chermont, destinada a dar abrigo a pequenas embarcações, localizada entre os baluartes do Livramento e da Conceição.

    Somente em 1836, a Câmara Municipal de Setúbal atribui a um particular a concessão da construção da primeira doca, localizada junto à foz da Ribeira do Livramento, a designada Doca Delpeut. Esta doca constituiu durante um século o único abrigo de que o porto dispunha para pequenas embarcações.

    As obras de 1930 a 1934

    A necessidade de criação de um organismo próprio para a execução das obras do porto é reconhecida a 18 de dezembro de 1923 com a aprovação da Lei nº 15/7 que criou a Junta Autónoma das Obras do Porto e Barra de Setúbal e do Rio Sado.

    As obras do porto foram adjudicadas em 27 de junho de 1930 à Hojgaard & Schultz, de Copenhaga, com a colaboração para os trabalhos de dragagem da Van den Bosch & De Vries, de Ultrecht.

    O lançamento da primeira pedra realizou-se em cerimónia solene a 28 de julho de 1930, aproveitando a visita do Presidente da República e de membros do governo, por ocasião da Exposição Regional do distrito e da inauguração da luz elétrica na cidade.

    As primeiras grandes obras do porto de Setúbal decorrem de 1930 a 1934 e beneficiaram do programa de investimentos da Primeira Fase do Plano Portuário, segundo projeto do Engº Cid Perestrelo. Estas obras contemplaram:
    • A regularização da margem direita do rio (4km) entre a Vila Maria e Albarquel;
    • A construção de 2.170 metros de taludes empedrados, destinados a pequenas embarcações;
    • O aterro da antiga Doca Delpeut e o prolongamento da cobertura da Ribeira do Livramento;
    • Os terraplenos numa área total de 600.000 m2;
    • A construção de 3 docas destinadas, respectivamente, ao apoio da pesca, do recreio e do comércio.

    fonte: APSS