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    BARO DO RIO ZEZERE (Rua)   detalhes detalhes detalhes detalhes Imprimir ampliar mapa detalhes detalhes

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   BARO DO RIO ZEZERE (Rua)  

Quem foi ? / O que aconteceu ?
  • BARO DO RIO ZZERE
    Militar e Poltico
    (07-08-1798) (19-12-1875)

    Joaquim Bento Pereira, 1 Baro do Rio Zzere, nasceu em Setbal e faleceu em Lisboa. Era filho de Bento Pereira de Almeida, negociante e proprietrio em Setbal e Alhos Vedros, e de Ana Joaquina Lizardo do Vale e Almeida. Casou em 12 de Junho de 1851, com Joaquina Lcia de Brito Veloso Peixoto, no deixando descendentes. Assentou praa no Exrcito em 27 de Junho de 1816 e depois juntou-se ao Regimento de Infantaria da Diviso de Voluntrios Reais como cadete, embarcando em 14 de Agosto desse ano para Montevideu. At 1824 serviu na campanha do Rio da Prata, tendo regressado a Lisboa a 12 de Agosto desse ano, j como Alferes. Em Setembro de 1826 encontrava-se no Regimento de Infantaria n 4, tendo combatido ao lado do futuro Duque da Terceira contra os levantamentos miguelistas. Chegou a Tenente em 09 de Julho de 1827, e no ano seguinte teve de emigrar para Inglaterra em virtude da restaurao absolutista. Passou depois ilha Terceira e tomou parte na aco da Praia da Vitria e depois na tomada de So Miguel. Desembarcou com o Exrcito liberal no Mindelo em 1832, tendo sido promovido a Capito em 06 de Agosto deste ano. Em 1835, devido ao seu temperamento violento, publicou no jornal O Nacional uma carta contra o Comandante do seu regimento, carta essa que o condenou morte pelo Conselho de Guerra, por insubordinao. No entanto, por defeitos processuais, esta sentena foi anulada e, em segundo Conselho foi ilibado. No mesmo ano integrou a Diviso Auxiliar portuguesa em Espanha, e em 1836 estava colocado no Estado-Maior do Exrcito. No ano seguinte seguiu o partido cartista na chamada Revolta dos Marechais (Saldanha e Terceira) contra o Governo setembrista. Depois de vencida esta revolta foi afastado do servio, ao qual s voltaria em 14 de Julho de 1840. Com a restaurao da Carta Constitucional em 10 de Fevereiro de 1842, foi promovido a Major. Em Dezembro de 1846 combateu pelo lado do Governo de Lisboa, e sob o comando do Marechal Saldanha, na Batalha de Torres Vedras contra o exrcito Patuleia, tendo sido ento promovido a Tenente-Coronel. Chegou a Coronel em 04 de Fevereiro de 1850, sendo nesse ano acusado de pertencer Maonaria. Mais uma vez acompanhou Saldanha, desta feita no movimento da Regenerao em Abril de 1851, onde comandou a evacuao das tropas que conduziu atravs do Rio Zzere. Foi ento agraciado com o ttulo de Baro do Rio Zzere (Decreto de 02-06-1851). Foi promovido a Brigadeiro, comandando a Diviso do Algarve e depois a 10 Diviso Militar. Em 1866, por motivos polticos, foi transferido para os Aores, chegando a ser preso em 1869 em So Julio da Barra, por ter recusado a ordem de transferncia para Valena. Foi um militar muito activo e grande amigo de Saldanha, a sua vida poltica, enquanto Deputado, porm, foi muito discreta, apesar de ter sido eleito por diversas vezes para a Cmara dos Deputados. Comeou por ser eleito por Cabo Verde para a Legislatura de 1842-1845, voltou novamente a ser eleito na Legislatura de 1846. Para a Legislatura de 1848-1851, foi eleito pela Estremadura. Pertenceu s Comisses da Guerra e de Marinha. Era Comendador das Ordens de Isabel a Catlica, de Nossa Senhora da Conceio, de Vila Viosa, da Torre e Espada e de So Bento de Avis, para alm do grau de Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada. Recebeu a Cruz de Ouro da Campanha de Montevideu e a Medalha das Campanhas da Liberdade e a Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas da Diviso Auxiliar a Espanha. Foi-lhe tambm atribudo o grau de Comendador da Ordem de Isabel, a Catlica, de Espanha e a Cruz de 1 Classe da Ordem de S. Fernando de Espanha.

    O seu nome faz parte da Toponmia de: Setbal; Vila Real de Santo Antnio.

    Fonte: Os Generais do Exrcito Portugus, (II Volume, I Tomo, Coordenao do Coronel Antnio Jos Pereira da Costa; Biblioteca do Exrcito, Lisboa, 2005, Pg. 420, 421 e 422) Fonte: Dicionrio Biogrfico Parlamentar, (1834-1910), (Vol III, de N-Z), Coordenao de Maria Filomena Mnica, Coleco Parlamento, (Pg. 231 e 232). Fonte: Histria da Maonaria em Portugal, Poltica e Maonaria 1820-1869, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presena, III Voluma, 2 parte, 1997, Pg. 466).

    Por: Manuel Lopes
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