A rede de Escolas Industriais foi constituÃda em grande parte a partir da transformação das Escolas de Desenho Industrial, sendo os seus edifÃcios na sua maioria cedidos pelos diversos municÃpios. As suas condições de funcionamento foram sempre muito precárias.Em Setubal ( Rainha D. Amélia -1891 -1897 ).
A finalidade destas escolas, de ensino essencialmente pratico, nem sempre foi a mesma. Assim, no decreto de 23 de Fevereiro de 1888, atribuÃa-lhes os seguintes fins: 1. ministrar noções aos operários; 2. preparar os alunos para os cursos industriais; 3. ministrar ensino técnico ( teórico e pratico) para formar contramestres, mandadores ou operários das industrias locais; etc. Estas finalidades seguiam no geral ,o que tinha sido enunciado em diplomas anteriores, e assentavam sempre no mesmo pressuposto: compete ao Estado preparar trabalhadores qualificados para as industriais locais existentes. As escolas industriais esgotavam-se nesta missão.
A reforma de Outubro de 1891, delineada por Bernardino Machado aponta claramente noutras direcções, ao definir outros fins: 1. iniciar a instrução dos aprendizes nos diferentes oficios, preparando o estabelecimento do ensino corporativo livre , que compete moralmente ás associações de classe; 2. promover a organização de cursos elementares profissionais das industrias locais, ligando o ensino manual ao da escola primária; Estas escolas deviam agora situar-se num nivel mais baixo de qualificação, articulado com a instrução publica, remetendo igualmente para a iniciativa privada a formação de carácter profissional. As escolas industriais eram definidas como estabelecimentos de ensino menor, para ambos os sexos, destinadas a formar artifices. Ministravam três tipos de Cursos: Preparatórios, Profissionais e Complementares.